Osteopatia Craniana

Osteopatia Craniana

Abordagem craniana em osteopatia

Osteopatia craniana

A osteopatia craniana é uma abordagem manual suave que se interessa pelas estruturas do crânio, da face e do sacro. Baseia-se na avaliação e no tratamento das tensões membranosas e ósseas do crânio, que podem influenciar o funcionamento do sistema nervoso, a postura e diversas funções do organismo. A abordagem craniana faz parte integrante da prática osteopática e é frequentemente integrada numa consulta global.

Princípios da abordagem craniana

O crânio não é um bloco rígido. É composto por vários ossos ligados entre si por suturas que conservam uma micro-mobilidade fisiológica ao longo da vida. Estas suturas podem sofrer restrições de mobilidade na sequência de traumatismos, tensões musculares crónicas, perturbações dentárias ou mandibulares, ou simplesmente em resultado do stress.

A osteopatia craniana utiliza palpações extremamente suaves para avaliar estas micro-mobilidades e identificar as zonas de restrição. O tratamento visa restabelecer o equilíbrio das tensões membranosas intracranianas (foice do cérebro, tenda do cerebelo) e favorecer um funcionamento harmonioso do conjunto crânio-sacral.

Indicações

A abordagem craniana pode ser indicada em diversas situações:

  • Cefaleias e enxaquecas: muitas dores de cabeça estão associadas a tensões ao nível das membranas cranianas, da coluna cervical superior ou da articulação temporo-mandibular. A abordagem craniana permite trabalhar sobre estas estruturas de forma suave.
  • Dores da mandíbula e perturbações da ATM: as tensões craniofaciais influenciam directamente o funcionamento da articulação temporo-mandibular. O trabalho craniano é frequentemente associado ao tratamento das perturbações da ATM.
  • Stress, ansiedade e perturbações do sono: a abordagem craniana tem um efeito regulador sobre o sistema nervoso autónomo. Os pacientes relatam frequentemente uma sensação de relaxamento profundo durante e após o tratamento.
  • Vertigens e acufenos: certas vertigens e zumbidos podem estar associados a tensões ao nível do temporal, dos ossos petrosos ou da coluna cervical. A abordagem craniana pode contribuir para o alívio destes sintomas.
  • Sequelas de traumatismo craniano: após uma queda, um impacto ou um acidente de viação, a abordagem craniana permite avaliar e tratar as tensões residuais ao nível das suturas cranianas.
  • Acompanhamento do bebé: a osteopatia craniana é particularmente adaptada ao bebé. As forças exercidas durante o parto podem criar tensões ao nível do crânio do recém-nascido, susceptíveis de contribuir para perturbações como as cólicas, o refluxo, as dificuldades de sucção ou a plagiocefalia.

Desenrolar da sessão

A abordagem craniana é integrada na consulta de osteopatia quando o exame clínico identifica a pertinência de um trabalho sobre as estruturas cranianas. O osteopata coloca suavemente as mãos sobre o crânio do paciente e efectua palpações subtis para avaliar as tensões e as micro- mobilidades.

O tratamento é sempre suave e indolor. As pressões exercidas são muito ligeiras. Os pacientes descrevem frequentemente uma sensação de relaxamento profundo e, por vezes, uma modificação das tensões durante a sessão.

A abordagem craniana não é utilizada isoladamente. Faz parte de uma avaliação global do paciente que inclui igualmente a coluna vertebral, a bacia, os membros e os tecidos moles.

Referências

  • D'Ippolito M, Tramontano M, Buzzi MG. (2015). Clinical effectiveness of osteopathic treatment in chronic migraine: 3-armed randomized controlled trial. BMC Musculoskeletal Disorders, 16:17. PMID 25847552
  • Haller H, Lauche R, Sundberg T, Dobos G, Cramer H. (2020). Craniosacral therapy for chronic pain: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. BMC Musculoskeletal Disorders, 21(1):1. PMID 31892357

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Arnaud Marguin — Osteopata D.O.

Diplomado pela Escola de Osteopatia de Genebra (2006)

Inscrito no General Osteopathic Council (GOsC) — n.º 8938

Membro do Registre des Ostéopathes de France (ROF)