Osteopatia pediátrica e bebés em Paris 6
A osteopatia pediátrica dirige-se aos bebés e às crianças pequenas. O nascimento é o primeiro grande esforço mecânico que o corpo do bebé experimenta. As forças exercidas durante o trabalho de parto e a expulsão podem criar tensões ao nível do crânio, da coluna cervical e de outras estruturas, susceptíveis de influenciar o bem-estar do recém-nascido. A osteopatia pediátrica utiliza técnicas extremamente suaves, adaptadas à fragilidade dos tecidos do bebé.
Motivos de consulta frequentes no bebé
- Cólicas do lactente: choro inconsolável, agitação após as refeições, ventre distendido e desconforto digestivo são queixas frequentes nos primeiros meses de vida. A osteopatia pode contribuir para aliviar estes sintomas ao trabalhar sobre as tensões abdominais, diafragmáticas e cranianas que podem influenciar a função digestiva.
- Refluxo gastroesofágico (RGE): as regurgitações frequentes e o desconforto durante ou após a alimentação podem estar associados a tensões ao nível do diafragma, do esófago ou da coluna torácica. A osteopatia propõe uma abordagem complementar suave.
- Plagiocefalia (deformação craniana posicional): um achatamento assimétrico do crânio do bebé é frequentemente observado nos primeiros meses. A osteopatia craniana pode contribuir para melhorar a simetria craniana ao trabalhar sobre as tensões membranosas e as suturas do crânio.
- Torcicolo congénito ou postura preferencial: quando o bebé apresenta uma rotação preferencial da cabeça ou uma inclinação persistente, pode tratar-se de um torcicolo muscular congénito. A osteopatia contribui para relaxar os músculos cervicais e restaurar uma mobilidade simétrica.
- Perturbações do sono: dificuldade em adormecer, despertares frequentes e agitação nocturna podem estar associados a tensões cranianas ou a um estado de hiper-excitação do sistema nervoso.
- Dificuldades de sucção e amamentação: uma disfunção ao nível dos ossos do crânio, da mandíbula ou dos nervos cranianos implicados na sucção pode dificultar a amamentação.
- Síndrome de KISS: o síndrome de KISS (Kinetic Imbalance due to Suboccipital Strain) designa um desequilíbrio de origem cervical superior no bebé. Pode manifestar-se por uma postura assimétrica, dificuldades de sucção, choro excessivo e perturbações do sono.
Quando consultar?
Recomenda-se uma primeira consulta de osteopatia nas semanas que se seguem ao nascimento, sobretudo nos seguintes casos:
- Parto longo ou difícil
- Utilização de instrumentos (fórceps, ventosa)
- Cesariana
- Apresentação de nádegas ou por face
- Gémeos
- Cordão umbilical enrolado ao pescoço
- Prematuridade
Mesmo na ausência de sintomas evidentes, um balanço osteopático neonatal permite verificar que o bebé não apresenta tensões mecânicas residuais do parto.
Desenrolar da consulta pediátrica
A consulta começa por uma entrevista detalhada com os pais: desenrolar da gravidez e do parto, antecedentes médicos, comportamento do bebé (alimentação, sono, digestão, postura).
O exame do bebé é realizado com grande delicadeza. O osteopata avalia a mobilidade do crânio, da coluna cervical, da bacia e do abdómen. As técnicas utilizadas são extremamente suaves, sem qualquer manipulação forçada. As pressões exercidas são da ordem de poucos gramas.
A duração da consulta é geralmente de 30 a 45 minutos. Os pais estão presentes durante todo o exame e o tratamento. Conselhos de posicionamento, de portage e de estimulação são fornecidos no final da sessão.
Referências
- Cerritelli F, Pizzolorusso G, Renzetti C et al. (2015). A multicenter, randomized, controlled trial of osteopathic manipulative treatment on preterms. PLoS ONE, 10(5):e0127370. PMID 25974071
- Hayden C, Mullinger B. (2006). A preliminary assessment of the impact of cranial osteopathy for the relief of infantile colic. Complementary Therapies in Clinical Practice, 12(2):83-90. PMID 16648084
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Arnaud Marguin — Osteopata D.O.
Diplomado pela Escola de Osteopatia de Genebra (2006)
Inscrito no General Osteopathic Council (GOsC) — n.º 8938
Membro do Registre des Ostéopathes de France (ROF)