Ondas de choque e epicondilite

Ondas de choque e epicondilite

Tratamento do cotovelo de tenista por ondas de choque

ONDAS DE CHOQUE E EPICONDILITE

O que é a epicondilite lateral?

A epicondilite lateral, vulgarmente designada cotovelo de tenista (tennis elbow), é uma tendinopatia dos músculos extensores do punho na sua inserção sobre o epicôndilo lateral do úmero. Apesar do nome, afecta muito mais frequentemente pessoas que realizam gestos repetitivos no trabalho (utilização do rato, trabalho manual, transporte de cargas) do que praticantes de ténis.

A dor localiza-se na face externa do cotovelo e pode irradiar para o antebraço. É exacerbada pela preensão, pelo aperto da mão ou pela extensão do punho contra resistência.

As consultas têm lugar no gabinete situado no 9 Rue du Regard, 75006 Paris, no 6.º arrondissement.

FISIOPATOLOGIA DA EPICONDILITE CRÓNICA

A epicondilite crónica é actualmente considerada uma tendinopatia degenerativa (tendinose) e não uma patologia inflamatória clássica. Os estudos histológicos mostram uma desorganização das fibras de colagénio, uma neovascularização anárquica e um aumento das terminações nervosas nociceptivas no tendão afectado.

Este processo degenerativo explica por que razão os tratamentos anti-inflamatórios clássicos (AINEs, infiltrações de corticóides) proporcionam frequentemente apenas um alívio temporário. O tendão necessita de uma estimulação biológica apropriada para relançar um processo de cicatrização.

MECANISMO DE ACÇÃO DAS ONDAS DE CHOQUE SOBRE O TENDÃO

As ondas de choque radiais actuam sobre o tecido tendinoso degenerativo por várias vias:

  • Estimulação da neovascularização: melhoria da perfusão sanguínea local, favorecendo o aporte de factores de crescimento e de células reparadoras.
  • Relançamento da síntese de colagénio: a estimulação mecânica favorece a produção de colagénio de tipo I, necessário à reestruturação tendinosa.
  • Modulação da dor: as ondas de choque actuam sobre as terminações nervosas e contribuem para reduzir a percepção dolorosa (libertação de substância P, teoria do gate control).
  • Destruição da neovascularização patológica: as ondas acústicas podem contribuir para a regressão dos neovasos anormais associados à dor crónica.

PROTOCOLO DE TRATAMENTO

Um protocolo padrão compreende 3 a 5 sessões, espaçadas de 7 a 10 dias. Cada sessão dura aproximadamente 5 a 10 minutos. A intensidade é ajustada progressivamente em função da tolerância do paciente. O ponto de dor máxima no epicôndilo é localizado por palpação antes de cada sessão.

As ondas de choque são consideradas quando a epicondilite persiste há mais de 3 meses apesar dos tratamentos de primeira linha (repouso, ortótese de cotovelo, fisioterapia, adaptação ergonómica).

TRATAMENTO OSTEOPÁTICO ASSOCIADO

A epicondilite raramente é um problema localizado apenas no cotovelo. A abordagem osteopática permite identificar os factores biomecânicos que mantêm a sobrecarga tendinosa:

  • Coluna cervical: as raízes nervosas C5-C6 inervam os extensores do punho. Uma restrição de mobilidade cervical pode contribuir para modificar o controlo neuromuscular do antebraço.
  • Ombro: uma limitação da rotação interna ou da elevação do ombro pode provocar compensações ao nível do cotovelo e do punho.
  • Biomecânica do cotovelo: mobilidade em pronação-supinação, relação entre flexores e extensores do punho, tensão das membranas interósseas.
  • Postura de trabalho: posição do punho, altura da secretária, utilização do rato.

CONSELHOS ERGONÓMICOS

Em complemento do tratamento, adaptações simples contribuem para reduzir a solicitação dos extensores do punho:

  • Utilizar um rato ergonómico ou vertical
  • Posicionar o teclado de forma a que os punhos permaneçam em posição neutra
  • Evitar o transporte de cargas pesadas com o braço em extensão completa
  • Fazer pausas regulares e alongamentos dos extensores
  • No caso de prática desportiva (ténis, golfe), verificar o equipamento (tamanho do grip, tensão do cordame)

PERGUNTAS FREQUENTES

As ondas de choque são eficazes para o cotovelo de tenista?

As ondas de choque radiais demonstraram resultados favoráveis no tratamento da epicondilite crónica, em particular quando as abordagens conservadoras não foram suficientes. Várias meta-análises reportam uma melhoria significativa da dor e da função a médio prazo.

Quantas sessões de ondas de choque são necessárias para uma epicondilite?

O protocolo habitual compreende 3 a 5 sessões, espaçadas de 7 a 10 dias. O número exacto depende da evolução clínica. Uma reavaliação é realizada em cada sessão para adaptar o tratamento.

É possível continuar a trabalhar durante o tratamento por ondas de choque do cotovelo?

Sim, na maioria dos casos. No entanto, é recomendável adaptar os gestos repetitivos e as posições prolongadas do punho durante a duração do protocolo. São dados conselhos ergonómicos durante a consulta.

Referências

  • Defined A, Pavone V, Testa G et al. (2020). Efficacy of extracorporeal shock wave therapy for lateral epicondylitis: a systematic review and meta-analysis. Orthopedic Reviews, 12(2):8601. PMID 32309425
  • Rompe JD, Decking J, Schoellner C, Theis C. (2004). Repetitive low-energy shock wave treatment for chronic lateral epicondylitis in tennis players. The American Journal of Sports Medicine, 32(3):734-743. PMID 15090392

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Arnaud Marguin — Osteopata D.O.

Diplomado pela Escola de Osteopatia de Genebra (2006)

Inscrito no General Osteopathic Council (GOsC) — n.º 8938

Membro do Registre des Ostéopathes de France (ROF)

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