Descompressão e hérnia discal

Descompressão e hérnia discal

Tratamento não cirúrgico da hérnia discal

DESCOMPRESSÃO VERTEBRAL E HÉRNIA DISCAL

A hérnia discal é uma das causas mais frequentes de consulta por dores lombares e radiculares. Quando um disco intervertebral se fissura, o núcleo pulposo pode fazer saliência e comprimir uma raiz nervosa, provocando dor, dormências ou fraqueza no membro inferior.

A descompressão neuro-vertebral é uma abordagem não cirúrgica que pode ser considerada na gestão de certas hérnias discais, após avaliação clínica e imagiologia apropriada.

As consultas têm lugar no gabinete situado 9 Rue du Regard, 75006 Paris, no 6.o arrondissement.

MECANISMO DE AÇÃO SOBRE A HÉRNIA DISCAL

A descompressão baseia-se numa tração vertebral controlada, realizada com o auxílio de um dispositivo específico. O princípio consiste em criar uma pressão intradiscal negativa ao nível do segmento vertebral em causa.

Esta pressão negativa visa:

  • favorecer a retração do material discal herniado para o centro do disco
  • diminuir a compressão exercida sobre a raiz nervosa
  • melhorar a difusão de nutrientes para o disco (processo de imbibição)
  • reduzir a inflamação local por descarga mecânica

A força de tração é aplicada de forma progressiva e cíclica, com fases de tração e de relaxamento que permitem evitar a contração muscular reflexa.

PROTOCOLO PARA A HÉRNIA DISCAL

A abordagem de uma hérnia discal por descompressão neuro-vertebral segue um protocolo estruturado:

  1. Avaliação inicial: exame clínico completo, análise da imagiologia (RM ou TAC), avaliação neurológica
  2. Discussão da indicação: a descompressão não é adequada para todas as hérnias discais. A indicação é discutida caso a caso
  3. Protocolo de sessões: geralmente 10 a 20 sessões, à razão de 2 a 3 por semana na fase inicial, depois progressivamente espaçadas
  4. Reavaliação regular: acompanhamento clínico em cada sessão para adaptar os parâmetros e avaliar a progressão
  5. Conselhos associados: postura, atividade física adaptada, gestão da carga no quotidiano

QUANDO A CIRURGIA PERMANECE NECESSÁRIA?

A descompressão neuro-vertebral é uma opção conservadora que pode ser proposta antes de considerar uma intervenção cirúrgica. No entanto, certas situações impõem um parecer cirúrgico prioritário:

  • síndrome da cauda equina: urgência cirúrgica absoluta (perturbações esfincterianas, anestesia perineal)
  • défice motor progressivo: perda de força no pé ou na perna que se agrava
  • dor hiperálgica não controlada: apesar de um tratamento médico bem conduzido
  • hérnia discal volumosa com estenose severa: quando o canal raquidiano está significativamente estreitado

Fora destas situações de urgência, a literatura científica sugere que um tratamento conservador bem conduzido pode apresentar resultados comparáveis à cirurgia a médio prazo para numerosas hérnias discais.

RESULTADOS ESPERADOS

Os resultados da descompressão são variáveis conforme os pacientes e dependem de vários fatores: tamanho e localização da hérnia, antiguidade dos sintomas, estado geral do paciente e adesão ao protocolo.

Alguns pacientes reportam uma melhoria desde as primeiras sessões, enquanto outros necessitam de um protocolo mais longo. A melhoria incide geralmente sobre a dor radicular em primeiro lugar, depois sobre a dor lombar e a mobilidade funcional.

ESTUDOS CLÍNICOS

Choi et al. (2022)

Título: Efeito da descompressão vertebral não cirúrgica sobre a dor e o volume de hérnia discal em pacientes com hérnia lombar subaguda.

Método: Ensaio clínico randomizado com 60 pacientes, com grupo de descompressão e grupo de controlo durante 8 semanas.

Resultados:

  • Redução significativa da dor lombar e radicular no grupo de descompressão
  • Redução visível do tamanho da hérnia discal na RM
  • Melhoria da mobilidade e da qualidade de vida

Referência: PubMed

Apfel et al. (2010)

Título: Restoration of disk height through non-surgical spinal decompression is associated with decreased discogenic low back pain: a retrospective cohort study.

Método: Análise retrospetiva de pacientes tratados por descompressão não cirúrgica, avaliando a correlação entre a restauração da altura discal e a diminuição da dor.

Resultados:

  • Associação significativa entre o aumento da altura discal e a redução da dor
  • Melhoria funcional na maioria dos pacientes tratados

Referência: PubMed

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📍 Consultório de osteopatia

9 Rue du Regard, 75006 Paris

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Arnaud Marguin — Osteopata D.O.

Diplomado pela Escola de Osteopatia de Genebra (2006)

Inscrito no General Osteopathic Council (GOsC) — n.º 8938

Membro do Registre des Ostéopathes de France (ROF)

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