Lombalgia e dores lombares
A lombalgia é um dos motivos de consulta mais frequentes em osteopatia. Designa qualquer dor localizada na região lombar, isto é, na parte inferior das costas, entre as últimas costelas e a bacia. A lombalgia pode ser aguda (lumbago), subaguda ou crónica, e afecta uma grande maioria da população ao longo da vida. A osteopatia propõe uma abordagem manual que visa identificar e tratar as causas mecânicas destas dores.

Sintomas frequentemente associados
A lombalgia pode manifestar-se de diferentes formas segundo a sua origem e intensidade:
- Dor localizada na parte inferior das costas: é o sintoma principal. A dor pode ser surda e constante ou viva e pontual, agravada por certos movimentos ou certas posturas.
- Rigidez ou desconforto ao movimento: dificuldade em inclinar-se para a frente, em levantar-se de uma cadeira ou em efectuar rotações do tronco. Esta rigidez é frequentemente mais acentuada de manhã ou após um período de imobilidade prolongado.
- Dores irradiando para a nádega ou a perna: quando a dor lombar é acompanhada de uma irradiação para o membro inferior, fala-se de ciática (trajecto posterior da perna), de cruralgia (trajecto anterior da coxa) ou de meralgia (face lateral da coxa). Estas irradiações traduzem uma irritação nervosa de origem mecânica.
- Sensação de bloqueio ou de instabilidade: alguns pacientes descrevem uma sensação de costas bloqueadas ou, inversamente, uma impressão de instabilidade lombar durante certos movimentos.
- Dor agravada na posição sentada prolongada ou ao levantar: a posição sentada mantida durante muito tempo aumenta a pressão sobre os discos intervertebrais e as estruturas lombares, o que pode agravar os sintomas.
Porque surge uma lombalgia?
A lombalgia resulta raramente de uma causa única. É mais frequentemente a consequência de uma combinação de factores mecânicos, posturais e funcionais:
- Maus hábitos posturais: uma postura inadequada no trabalho (posição sentada prolongada, ecrã mal posicionado) ou na vida quotidiana solicita excessivamente as estruturas lombares.
- Desequilíbrio da bacia: uma assimetria da bacia, funcional ou estrutural, modifica a repartição das cargas sobre a coluna lombar e pode gerar restrições anormais.
- Prática desportiva não adaptada: um treino excessivo, um gesto técnico incorrecto ou um aquecimento insuficiente podem estar na origem de lombalgias no desportista.
- Restrições repetidas: o transporte de cargas pesadas, movimentos repetitivos ou vibrações (condução prolongada) solicitam de forma crónica as estruturas lombares.
- Falta de mobilidade: o sedentarismo provoca um enfraquecimento dos músculos estabilizadores da coluna e uma diminuição da mobilidade articular, aumentando a vulnerabilidade das costas.
- Gravidez: as modificações posturais e hormonais associadas à gravidez constituem um factor que favorece as dores lombares.
- Antecedentes mal resolvidos: uma antiga entorse do tornozelo, uma queda sobre o cóccix ou um traumatismo antigo podem criar compensações que, a prazo, se manifestam por uma lombalgia.
Avaliação osteopática
Durante a consulta, o osteopata realiza um balanço completo a fim de compreender a origem da lombalgia. A entrevista clínica permite recolher o histórico da dor, as circunstâncias de aparecimento, os factores agravantes e aliviantes, bem como os antecedentes médicos e traumáticos.
O exame físico compreende uma avaliação postural global, testes de mobilidade da coluna lombar, da bacia, das ancas e da coluna torácica, assim como testes neurológicos se uma irradiação para o membro inferior for reportada. Este exame permite estabelecer um diagnóstico osteopático e definir um plano de tratamento adaptado.
Acompanhamento osteopático da lombalgia
O tratamento osteopático da lombalgia visa restaurar a mobilidade das estruturas implicadas, aliviar as tensões musculares e restabelecer um equilíbrio mecânico global. Vários tipos de técnicas podem ser utilizados:
- Técnicas manuais sobre as articulações lombares e a bacia: mobilizações suaves ou estruturais visando restaurar a mobilidade das vértebras lombares, do sacro e das articulações sacroilíacas.
- Técnicas funcionais para aliviar as tensões musculares: trabalho sobre os músculos paravertebrais, o quadrado lombar, o psoas e os músculos glúteos, frequentemente em tensão durante as lombalgias.
- Trabalho sobre os músculos de estabilidade lombar: o psoas ilíaco desempenha um papel fundamental na estabilidade da charneira lombo-pélvica. A sua avaliação e tratamento fazem parte integrante do acompanhamento.
Quantas sessões?
O número de sessões necessárias varia conforme o contexto clínico. Para uma lombalgia aguda (lumbago), 1 a 2 sessões são geralmente suficientes. Para uma lombalgia crónica ou recidivante, 2 a 3 sessões podem ser necessárias, espaçadas de algumas semanas, a fim de tratar em profundidade as causas subjacentes e estabilizar os resultados obtidos.
Referências
- Licciardone JC, Minotti DE, Gatchel RJ, Kearns CM, Singh KP. (2013). Osteopathic manual treatment and ultrasound therapy for chronic low back pain: a randomized controlled trial. Annals of Family Medicine, 11(2):122-129. PMID 23508598
- Franke H, Franke JD, Fryer G. (2014). Osteopathic manipulative treatment for nonspecific low back pain: a systematic review and meta-analysis. BMC Musculoskeletal Disorders, 15:286. PMID 25175885
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Arnaud Marguin — Osteopata D.O.
Diplomado pela Escola de Osteopatia de Genebra (2006)
Inscrito no General Osteopathic Council (GOsC) — n.º 8938
Membro do Registre des Ostéopathes de France (ROF)