Dor nas costas

Dor nas costas

Dores dorsais e raquidianas

Dor nas costas e osteopatia

Dor nas costas: um motivo de consulta muito frequente

A dor nas costas engloba o conjunto das dores sentidas ao longo da coluna vertebral, das cervicais ao sacro. É o primeiro motivo de consulta em osteopatia e uma das primeiras causas de baixa laboral.

Três grandes regiões da coluna podem ser origem de dores específicas:

  • Cervicalgias — dores no pescoço, frequentemente ligadas à postura, ao stress ou a um traumatismo
  • Dorsalgias — dores no meio das costas (coluna torácica), frequentes nas pessoas que trabalham frente ao ecrã
  • Lombalgias — dores na zona lombar, as mais frequentes e mais incapacitantes
Dor nas costas e postura - osteopatia em Paris 6

Porque temos dor nas costas?

  • Postura inadequada — posição sentada prolongada, ecrã mal posicionado
  • Sedentarismo — falta de actividade física levando ao descondicionamento dos músculos estabilizadores da coluna
  • Stress e tensões psico-corporais — as costas são uma zona frequente de somatização do stress
  • Restrições mecânicas repetidas — transporte de cargas pesadas, movimentos repetitivos
  • Prática desportiva inadequada — sobrecarga de treino, técnica incorrecta
  • Gravidez e pós-parto — modificações posturais e hormonais
  • Antecedentes mal resolvidos — entorses, quedas, acidentes antigos criando compensações

Sintomas frequentes

  • Dor localizada ou difusa ao longo da coluna
  • Rigidez matinal ou após uma posição mantida
  • Dor irradiando para os membros (ciática, cruralgia, nevralgia cérvico-braquial)
  • Sensação de tensão, bloqueio ou contractura muscular
  • Dores de cabeça de origem cervical
  • Fadiga geral ligada à dor crónica

Abordagem osteopática da dor nas costas

O tratamento visa restaurar a mobilidade, aliviar as tensões musculares e restabelecer um equilíbrio mecânico global. O osteopata não se limita à zona dolorosa mas avalia o conjunto do corpo:

  • Mobilização articular dos segmentos vertebrais em restrição
  • Trabalho muscular sobre os paravertebrais, o psoas, os trapézios, o diafragma
  • Reequilíbrio da bacia e das articulações sacroilíacas
  • Técnicas cranianas e cervicais quando indicadas
  • Consideração dos membros inferiores e do tórax no equilíbrio postural global

Quando consultar?

  • Dor dorsal recente sem melhoria espontânea
  • Dor recidivante nas costas, mesmo que desapareça entre os episódios
  • Rigidez ou limitação funcional incomodativa no quotidiano
  • Dor ligada a uma mudança de posto de trabalho, retoma desportiva ou gravidez
  • Em prevenção, para manter um bom equilíbrio mecânico

Quantas sessões?

1 a 3 sessões são geralmente suficientes para uma dor dorsal aguda. Os casos crónicos ou recidivantes beneficiam de um acompanhamento adaptado. Um seguimento preventivo (2 a 3 consultas por ano) pode ser proposto para os pacientes com factores de risco persistentes.

Referências

  • Licciardone JC, Minotti DE, Gatchel RJ, Kearns CM, Singh KP. (2013). Osteopathic manual treatment and ultrasound therapy for chronic low back pain: a randomized controlled trial. Annals of Family Medicine, 11(2):122-129. PMID 23508598
  • Franke H, Franke JD, Fryer G. (2014). Osteopathic manipulative treatment for nonspecific low back pain: a systematic review and meta-analysis. BMC Musculoskeletal Disorders, 15:286. PMID 25175885

DOR NAS COSTAS: O QUE PODE SER?

A localização da dor não dá o diagnóstico, mas orienta. Alguns quadros são frequentes e reconhecíveis.

Dor de um só lado, na parte baixa, que piora ao levantar-se de uma cadeira ou ao virar-se na cama: é o quadro mecânico mais comum, ligado às articulações da bacia e à musculatura lombar.

Dor na parte de cima das costas, entre as omoplatas: quase sempre ligada à postura de trabalho, ao ecrã e ao telemóvel. A zona dorsal alta perde mobilidade e a musculatura compensa durante horas.

Dor que irradia para a perna: sugere irritação de uma raiz nervosa, tipicamente L5 ou S1. Precisa de um exame diferente de uma simples lombalgia.

Dor que irradia para o braço: a origem é cervical, não lombar, com envolvimento provável de C6 ou C7.

QUANDO A DOR NAS COSTAS NÃO É MUSCULAR

Nem toda a dor nas costas vem das costas. Alguns sinais devem levar a consultar um médico e não um osteopata:

  • Dor ao respirar fundo, acompanhada de falta de ar ou febre — pode ter origem pulmonar
  • Dor que piora à noite, que acorda, sem relação com a posição
  • Dor com febre, perda de peso inexplicada ou mal-estar geral
  • Dor em faixa, com erupção cutânea — pode ser herpes zóster
  • Dor do lado direito por baixo das costelas, após refeições — origem digestiva possível
  • Perda de força numa perna, ou dificuldade em urinar — urgência

Um osteopata sério faz estas perguntas antes de tocar em seja o que for.

COMO ALIVIAR A DOR NAS COSTAS

O repouso absoluto na cama deixou de ser recomendado: prolonga a dor em vez de a resolver. O que ajuda, na prática:

  • Continuar em movimento, evitando apenas o que provoca dor clara
  • Levantar-se a cada vinte ou trinta minutos quando trabalha sentado
  • Calor na fase de contratura, frio nos primeiros dias de dor aguda
  • Caminhar, mesmo pouco, várias vezes por dia
  • Falar com o médico sobre analgésicos: uma dor controlada que permite mover-se é melhor do que uma dor que imobiliza

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As informações presentes nesta página são meramente informativas.

Não substituem uma consulta médica.


Arnaud Marguin — Osteopata D.O.

Diplomado pela Escola de Osteopatia de Genebra (2006)

Inscrito no General Osteopathic Council (GOsC) — n.º 8938

Membro do Registre des Ostéopathes de France (ROF)

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